Fisioterapia Respiratória: será que eu preciso?

Fortalecer o sistema respiratório sempre foi um trabalho importante dentro da fisioterapia, mais ainda agora que estamos vivendo uma pandemia onde o pulmão é um dos órgãos mais afetados pelo vírus da Covid-19, embora ele não seja o único.

Mas afinal, para que serve esse tipo de tratamento? E para quem ele é mais indicado?

A  fisioterapia cardio respiratória é indicada para melhorar a condição ventilatória, melhorando os sintomas de falta de ar, cansaço e fadiga muscular, aumentando a tolerância a atividades físicas, tosse, expectoração, além de prevenir e ajudar a controlar doenças como a diabetes e problemas de  sobrepeso ou obesidade. 

Ela também dá ao paciente mais autonomia e um melhor padrão ventilatório (inspiração e expiração), que contribuem demais para devolver a qualidade de vida, o bem-estar físico e psicológico de quem sofre com diversos comprometimentos pulmonares e cardíacos.

E como é feita a Fisioterapia Respiratória?

O tratamento consiste em gerar estímulos, voltados para a expansão pulmonar e fortalecimento da musculatura respiratória, além de treinamento aeróbico (caminhadas no solo ou em esteira, bicicleta ergométrica), com exercícios funcionais cardiorrespiratórios e resistidos (usando pesos e estações de musculação).

Essas séries de atividades condicionam o paciente, diminuindo a falta de ar, e melhorando o desempenho nas atividades de vida diária, além de reduzir a necessidade e a recorrência de internações hospitalares. 

Em uma sessão de fisioterapia respiratória, também podem ser incluídos exercícios de alongamento, relaxamento e orientações sobre como auto gerenciar os sintomas que a pessoa apresentar.

Existe alguma indicação específica para começar o acompanhamento?

A orientação é para que procurem tratamento especializado pessoas com:

  • Quadros de doenças pulmonares preexistentes;
  • Doenças cardíacas crônicas (hipertensão arterial, dislipidemia, diabetes, obesidade, sedentarismo); 
  • Portadores de doença arterial coronariana;
  • Angina estável;
  • Pós-infarto agudo do miocárdio;
  • Pós-revascularização do miocárdio;
  • Pós-angioplastia coronária; 
  • Valvopatias; 
  • Cardiopatias congênitas; 
  • Cardiopatia hipertensiva; 
  • Cardiomiopatia dilatada;
  • Pós-transplante cardíaco;
  • Marcapasso. 

Também devem procurar um fisioterapeuta capacitado, os idosos fumantes e pacientes com doenças pulmonares crônicas, que precisam aumentar os cuidados preventivos.

Isso porque, como todo mundo sabe, o tabagismo é um grande vilão para a saúde.

Inicialmente o fisioterapeuta irá realizar uma avaliação e identificar se o paciente está clinicamente apto para realizar a reabilitação na clínica ou se é mais adequado atendê-lo em casa.

Existe uma idade certa para começar a fisioterapia respiratória?

Os benefícios desta fisioterapia podem ser experimentados em todas as idades e em todos os graus de doença, desde o diagnóstico precoce, durante a doença crónica, episódios agudos e cuidados nos estádios terminais.  

 Resumindo…

A fisioterapia cardiorrespiratória tem como objetivo:

  • Reduzir os sintomas (dispneia, cansaço, tosse, expetoração) 
  • Manter ou melhorar a tolerância ao exercício;
  • Melhorar a funcionalidade (i.e., através do treino das atividades diárias);
  • Manter ou melhorar o nível de atividade física;
  • Melhorar a eficiência da ventilação e reduzir o trabalho respiratório;
  • Apoiar o desmame da ventilação mecânica e a ventilação não-invasiva;
  • Mobilizar e ajudar a remover secreções;
  • Treinar/capacitar os doentes para a adoção de comportamentos saudáveis;
  • Aumentar a auto eficácia na gestão da doença;
  • Reduzir a ansiedade e depressão relacionada com o impacto da doença respiratória;
  • Reduzir a dor torácica.

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